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Pré-Mostra da Baixada Fluminense reúne profissionais e estudantes para fortalecer a circulação de saberes em Psicologia


Data de Publicação: 20 de agosto de 2026


O Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) realizou, no último dia 20 de junho, a Pré-Mostra Regional de Práticas em Psicologia da Baixada Fluminense. O encontro aconteceu na Unigranrio, em Duque de Caxias, reunindo psicólogas(os), estudantes e docentes em um espaço de diálogo, troca de experiências e fortalecimento da atuação profissional nos territórios.

A mesa de abertura contou com a participação da presidenta do CRP-RJ, Viviane Siqueira Martins (CRP 05/32170); da conselheira e coordenadora da Comissão Gestora da subsede Baixada Fluminense, Yvanna da Silva Brito (CRP 05/66298), do coordenador do curso de Psicologia da Unigranrio Duque de Caxias, Ryan Camillo (CRP 05/68029), e do colaborador da Comissão Gestora da Subsede Baixada Fluminense, Maciel Souza (CRP 05/73772), que conduziu a cerimônia.

Durante a abertura, Yvanna destacou a importância da realização de iniciativas como a Pré-Mostra em diferentes municípios da Baixada Fluminense, ampliando o acesso da categoria às atividades do Conselho para além de Nova Iguaçu, onde está localizada a subsede regional.

Em sua fala, Viviane Siqueira Martins ressaltou o processo de descentralização promovido pelo CRP-RJ e destacou que as Pré-Mostras representam esse compromisso de aproximação com a categoria em todo o estado. A presidenta também relembrou que a iniciativa surgiu a partir de uma inquietação da Comissão Gestora da Subsede Baixada Fluminense e, ao longo dos anos, consolidou-se como uma atividade oficial do calendário anual do Conselho.

Representando a instituição anfitriã, Ryan Camillo agradeceu a parceria com o CRP-RJ e a oportunidade de sediar o encontro, ressaltando a importância da aproximação entre universidade e Conselho para o fortalecimento da formação e da prática profissional.

Circularidade e Psicologia Escolar

A primeira mesa de debates abordou o tema “Circularidade e Pluriversalidades: Caminhos para uma Psicologia Escolar Crítica e Transformadora”.

A atividade foi mediada por Vanessa Coutinho (CRP 05/55331), colaboradora da Comissão Gestora da Subsede Baixada Fluminense do CRP-RJ, e contou com a participação da psicóloga Bruna Espíndola Martins (CRP 05/52734), integrante da Comissão de Psicologia e Educação do CRP-RJ.

Durante sua exposição, Bruna discutiu os desafios cotidianos da atuação da Psicologia Escolar, destacando a necessidade de esclarecer à comunidade escolar quais são, de fato, as atribuições da(o) psicóloga(o) nesse contexto. A palestrante reforçou que a atuação profissional não se confunde com atividades como ministrar aulas, realizar atendimento clínico individual, emitir diagnósticos ou promover processos de medicalização.

Bruna também destacou os avanços proporcionados pela Lei nº 13.935/2019, que prevê a inserção de psicólogas(os) e assistentes sociais nas redes públicas de educação básica, ressaltando, entretanto, que a implementação da legislação ainda ocorre de forma limitada em muitos municípios brasileiros.

Psicologia, assistência social e relações raciais

No período da tarde, a segunda mesa de debates discutiu o tema “Resistência: Desafios para Racializar a Atuação da Psicologia na Assistência Social”.

A mediação foi realizada por Julibeth da Silva Freitas (CRP 05/68289), colaboradora da Comissão Gestora da Subsede Baixada Fluminense do CRP-RJ.

A mesa contou com a participação da psicóloga Daiane de Souza Mello (CRP 05/43825), integrante da Comissão Especial de Psicologia e Relações Étnico-Raciais do CRP-RJ, que propôs uma reflexão sobre o racismo como determinante social das desigualdades vivenciadas pela população atendida nas políticas públicas.

Durante sua apresentação, Daiane ressaltou que a atuação da Psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) não está centrada na clínica tradicional, mas na escuta qualificada, no fortalecimento de vínculos, na defesa de direitos e na construção de estratégias de proteção social.  

A palestrante destacou que racializar a prática profissional significa reconhecer que fenômenos como racismo, pobreza, violência e exclusão produzem impactos concretos sobre a saúde mental e as trajetórias de vida da população. Também apontou como desafios a ausência de formação específica sobre relações raciais nos cursos de Psicologia, a burocratização dos serviços, a confusão entre assistência social e atendimento clínico e a necessidade permanente de articulação em rede.  

Ao longo do dia, a programação também contou com uma apresentação cultural “Além do Rótulo”, peça que faz alusão à luta antimanicomial, elaborada e apresentada pelos alunos de Psicologia da Unigranrio, além das apresentações de trabalhos desenvolvidos por psicólogas(os) e estudantes da região, reafirmando a Pré-Mostra como um espaço de circulação de saberes, valorização das práticas profissionais e fortalecimento da Psicologia nos diferentes territórios do estado do Rio de Janeiro.



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