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19ª MOSTRA REGIONAL DE PRÁTICAS EM PSICOLOGIA DO RIO DE JANEIRO: SEGURANÇA PÚBLICA, PSICOLOGIA BILÍNGUE E RESISTÊNCIA COLETIVA FORAM ALGUNS DOS TEMAS ABORDADOS NAS MESAS TEMÁTICAS DO SEGUNDO DIA DO EVENTO
Data de Publicação: 22 de setembro de 2026
O segundo dia da 19ª Mostra Regional de Práticas em Psicologia do Rio de Janeiro, promovida pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-RJ) sob o tema “Psicologia na Circularidade: Saberes que Transformam, Práticas que Conectam”, consolidou-se como um espaço vibrante de diálogo horizontal e reflexões profundas.
O evento, realizado no SuperCampus Maracanã da Universidade Estácio de Sá, foi marcado por debates intensos em que estudantes, profissionais e movimentos sociais puderam interagir diretamente com as mesas de debate. Essa participação ativa do público serviu como uma introdução essencial para o dia, trazendo à tona questões urgentes sobre a interiorização do fazer psicológico, os limites de acessibilidade em espaços institucionais, a dor coletiva das violências de Estado e as demandas cotidianas de educadores e mulheres vulnerabilizadas.
As trocas estabelecidas entre os palestrantes e a plateia evidenciaram que o enfrentamento às opressões estruturais exige uma construção coletiva e participativa, na qual a Psicologia assume seu compromisso ético-político e científico na defesa intransigente dos direitos humanos.
Todas as mesas temáticas estão disponíveis na íntegra em nosso canal no YouTube https://www.youtube.com/@realCRPRJ
Mesa Temática 3: Construindo saídas: a Psicologia no enfrentamento da violência contra as mulheres
A Mesa Temática 3, intitulada “Construindo saídas: a Psicologia no enfrentamento da violência contra as mulheres”, foi coordenada por Elisa Martins (CRP 05/64825), psicóloga residente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (COEM) do TJRJ, conselheira do CRP-RJ e mestranda em Psicologia pela UFRJ. A mesa contou com as exposições de Márcia Guinancio (CRP 05/18048), especialista em direitos humanos, gênero e sexualidade pela Fundação Oswaldo Cruz e psicóloga do Núcleo de Promoção de Políticas Especiais de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar do TJRJ; Antonia Carmem Costa de Souza, psicóloga, psicanalista e integrante do Projeto de Atendimento Psicossocial na Casa das Mulheres da Maré; e Luciene Lacerda, psicóloga com longa trajetória de atuação na área. Em sua fala, Márcia Guinancio relembrou a mobilização histórica ocorrida em 2003, quando o CRP-RJ apoiou a categoria para garantir a inclusão de uma bibliografia no edital do concurso público do Tribunal de Justiça, o que resultou em sua própria inserção no órgão em 2004.
Márcia analisou o atual cenário político e alertou para as tentativas de retrocesso que buscam ressuscitar ideologias patriarcais semelhantes às vigentes antes de 1962, época em que as mulheres brasileiras eram consideradas relativamente incapazes e tuteladas por pais ou maridos. Citando Simone de Beauvoir, a palestrante frisou que os direitos das mulheres nunca são dados, mas sim conquistados, e que a Psicologia deve se comprometer com uma perspectiva decolonial e interseccional para garantir a dignidade feminina em um país que figura como o quinto mais perigoso para as mulheres viverem. Ela ilustrou a gravidade do cenário citando o caso de Lana, em São Gonçalo, que sobreviveu por milagre a uma tentativa de feminicídio com trinta facadas, uma violência direcionada a destruir a identidade da vítima após ela recusar uma abordagem. A psicóloga também criticou a captura religiosa de instituições públicas, defendendo a laicidade do Estado e da Psicologia, e destacou a importância dos protocolos de julgamento com perspectiva de gênero e raça para evitar a revitimização institucional das mulheres.
Antonia Carmem Costa de Souza apresentou a atuação da Casa das Mulheres da Maré, projeto que completa dez anos e atende meninas e mulheres a partir de doze anos de idade em um território de 140 mil habitantes, sendo 51% composto por mulheres e 62% por mulheres negras. Antonia pontuou que o cotidiano da Maré é marcado pela presença de três grupos armados, incluindo milícia e facções, e por recorrentes operações policiais que fecham escolas, creches e clínicas da família, sobrecarregando mães solos e cuidadoras que perdem sua rede de apoio. Diante disso, o projeto desenvolve grupos terapêuticos, articulações com a rede de saúde e serviços como o Cartão Mulher Carioca e o curso Maré de Sabores, o qual inclui aulas de gênero mediadas por uma mulher trans, auxiliando na superação de estigmas e no fortalecimento de vínculos afetivos.
Luciene Lacerda resgatou a memória de Beatriz Nascimento, intelectual e ativista negra assassinada há trinta e um anos ao defender uma amiga de violência doméstica. Luciene discutiu a vulnerabilidade de mulheres negras, que sofrem violências agravadas por visões que as hipersexualizam ou as colocam sob uma falsa expectativa de hiper-resistência, exemplificando com o caso da agressão a uma empregada doméstica na Barra da Tijuca sob a suposição racista de que ela seria uma prostituta. A palestrante denunciou a tentativa de excluir as discussões de gênero das escolas e criticou a atuação de profissionais de recursos humanos que reproduzem preconceitos ao barrar mulheres e negros de cargos de chefia. Luciene compartilhou sua experiência em abrigos de mulheres e enfatizou que o acolhimento qualificado deve problematizar as estruturas sociais e a insuficiência habitacional, em vez de culpabilizar as vítimas.
Assista ao conteúdo na íntegra acessando https://www.youtube.com/live/QzoZrzZuhvM?si=rQrA64dJPoII4IE3
Mesa Temática 4: Contribuições da Psicologia no enfrentamento à violência nos espaços educacionais
A Mesa Temática 4, intitulada “Contribuições da Psicologia no enfrentamento à violência nos espaços educacionais”, foi mediada de forma integrada por Luiza Pereira Contreira Mendes (CRP 05/71315), psicóloga, formada pela UFRJ, com especialização em saúde da família e comunidade, servidora pública no CAPS - Centro de Atenção Psicossocial do município de Paraty e membra da Comissão Gestora da Capital do CRP-RJ. Durante a condução dos debates, Luiza Mendes compartilhou que, após o trágico ataque ocorrido no CEFET-RJ em 28 de novembro de 2023 (que resultou no duplo feminicídio da psicóloga Layse Costa Pinheiro e da pedagoga Allane de Souza Pedrotti Mattos), a Comissão Gestora da Capital, juntamente com a Comissão de Orientação e Fiscalização (COF) do CRP-RJ, atendeu a um pedido do Ministério dos Direitos Humanos para realizar uma oitiva e fiscalização das condições de trabalho das(os) profissionais daquela instituição. Ela descreveu a realidade extremamente dura e difícil enfrentada pelos servidores e docentes para continuar na escola após um ocorrido de tamanha gravidade, destacando que a aproximação do Conselho foi fundamental para apoiar a categoria, ouvir suas demandas e pensar intervenções coletivas de cuidado e prevenção.
O debate reuniu Mateus Martins, psicólogo escolar na Divisão de Apoio Pedagógico do CEFET-RJ, especializando em Psicologia escolar e da educação e psicoeducador no projeto Mestres da Obra; Marina, psicóloga escolar que atua ao lado de Mateus na mesma Divisão de Apoio Pedagógico do CEFET-RJ (identificada nas transmissões oficiais por seu primeiro nome); Jessica David (CRP 05/62964), psicóloga clínica orientada pela esquizoanálise, mestre e doutoranda em Psicologia pela UFRJ e coordenadora do Núcleo de Saúde Mental do Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras e Educadores; e Maria Clara Araújo, graduanda de Psicologia pela UFRJ e militante do movimento Revide.
Mateus Martins iniciou sua exposição resgatando o trágico ataque ocorrido no CEFET-RJ em 28 de novembro de 2023, perpetrado por um servidor da instituição, que resultou no duplo feminicídio da psicóloga Layse Costa Pinheiro e da pedagoga Allane de Souza Pedrotti Mattos. Mateus apresentou dados alarmantes do Ministério da Educação divulgados em abril de 2026, indicando que o país registrou 47 ataques de violência extrema em escolas entre 2001 e 2025. Ele destacou que, enquanto o período de 2001 a 2018 registrou dez casos, o intervalo entre 2018 e 2025 concentrou trinta e sete ataques, evidenciando um aumento que quase quadruplicou as ocorrências em um período mais curto. Mateus associou esse crescimento ao afrouxamento regulatório da posse e do porte de armas de fogo, utilizadas em 77% dos episódios, e à proliferação de discursos de ódio e ressentimento contra mulheres e educadoras, os quais migraram em grande parte da clandestinidade da deep web para as redes sociais abertas. Ele criticou propostas como o projeto de lei Escola sem Partido, de 2016, argumentando que a censura ao debate sobre assédio, racismo e diversidade sob o pretexto de combater a doutrinação sabota a atuação preventiva da Psicologia.
Marina complementou a reflexão trazendo os desafios cotidianos do CEFET-RJ, uma instituição centenária e historicamente masculina cuja demografia estudantil mudou com a lei de cotas a partir de 2014, passando a abrigar mais alunos de classes populares e periferias. Ela relatou a existência de violências simbólicas direcionadas às alunas em cursos técnicos tradicionalmente masculinos, como eletrônica e mecânica, ressaltando que o papel do psicólogo escolar deve ir além do atendimento individual e focar em estratégias coletivas de acolhimento e permanência estudantil.
Jessica David discutiu o adoecimento mental de educadores, pontuando que, enquanto as doenças laborais históricas da categoria eram de ordem física, hoje os problemas de saúde mental constituem a principal causa de afastamento, configurando uma verdadeira doença crônica do magistério. Jessica apresentou dados do Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras e Educadores, sediado na UFF e apoiado pelo MEC, revelando que nove em cada dez educadores no Brasil já vivenciaram, presenciaram ou souberam de casos de perseguição e censura no ambiente de trabalho. Em sua fala, ela explicou que esses profissionais são atacados por defenderem uma educação democrática e os direitos humanos, e que a atuação da Psicologia deve focar em recolletivizar o sofrimento e reconstruir espaços de diálogo para evitar o isolamento político e a culpabilização individual das docentes.
Maria Clara Araújo caracterizou a juventude atual por sua imersão contínua em ambientes virtuais regidos por algoritmos que normalizam discursos de ódio, misoginia e conservadorismo. Ela apresentou dados de uma pesquisa da Quaest realizada em 2023, apontando que, embora a juventude reconheça certos direitos civis, mais de metade dos homens consideram que temas de sexualidade devem ser restritos à família e que o feminismo é uma ameaça. Diante de um cenário em que as notificações de violência interpessoal em 2023 atingiram majoritariamente mulheres negras, Maria Clara defendeu a mobilização estudantil como ferramenta de resistência, compartilhando experiências de enfrentamento ao racismo no Instituto de Psicologia da UFRJ e intervenções de coletivos feministas contra o assédio.
Assista ao conteúdo na íntegra acessando https://www.youtube.com/live/kSR4YRJkcfo?si=Ih4_8Y1-dDl7q5pK
Mesa Temática 5: Política de (in)segurança pública: práticas de cuidado frente à violência de Estado
A Mesa Temática 5, intitulada “Política de (in)segurança pública: práticas de cuidado frente à violência de Estado”, foi mediada por Grazielle Serafim Nogueira (CRP 05/75076), psicóloga, fundadora do Coletivo Favela Terapia e colaboradora do CRP-RJ no Eixo de Violência de Estado e Enfrentamento à Tortura. A mesa contou com as participações de Evelyn Fernanda Soares Dias, assistente social, integrante e cofundadora de iniciativas comunitárias e coordenadora da equipe de cuidado e acolhimento Frente Penha; e Dejany Ferreira dos Santos (CRP 05/43271), psicóloga, coordenadora técnica da RAAVE e idealizadora do Projeto Rede de Defensores de Direitos Humanos e Promoção da Saúde no Estado do RJ. Grazielle Nogueira iniciou os debates situando a mesa como um desdobramento de uma reunião ampliada realizada em 7 de maio no Complexo da Penha. Ela alertou para o impacto ético e técnico do recém-sancionado projeto de lei conhecido como PL Antifacções, que criminaliza práticas de cuidado e intensifica o encarceramento em territórios periféricos.
Evelyn Dias, moradora do Complexo da Penha há vinte e sete anos, compartilhou a experiência do coletivo Frente Penha, criado em 2022 para incidir em políticas públicas territoriais. Evelyn defendeu que a segurança pública não deve se restringir ao confronto armado, mas ser compreendida como um direito social que exige acesso a saneamento, saúde, educação e lazer. Ela relembrou a dor deixada pela operação policial mais letal da história da região, que resultou oficialmente em cento e vinte e duas mortes, gerando luto coletivo e adoecimento subjetivo severo no território. Evelyn denunciou a precariedade dos serviços de saúde locais, destacando que uma única clínica da família conta com apenas sete profissionais do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) para atender setenta e três mil moradores, o que sobrecarrega as trabalhadoras e resulta em adoecimento mútuo de profissionais e usuários.
Dejany Ferreira dos Santos abordou o nascimento da Rede de Atenção às Pessoas Afetadas pela Violência de Estado (RAAVE) após a chacina do Jacarezinho em 2021. Dejany denunciou o racismo institucional e a seletividade penal que criminaliza corpos negros periféricos, ilustrando com o contraste entre a prisão de um jovem universitário com vinte quilos de cocaína e a de um morador de favela com pequenas doses de droga. Ela também explicou o funcionamento do chamado arrego, que consiste no pagamento efetuado por grupos criminosos a agentes públicos corruptos para permitir o funcionamento de atividades ilegais, demonstrando a conivência estatal no controle territorial. Durante sua exposição, foi exibido o vídeo institucional da RAAVE sobre o projeto dos Pontos de Acolhimento, Justiça e Cuidado (AJC), uma proposta de política pública inspirada no modelo dos Pontos de Cultura de Gilberto Gil. A proposta visa direcionar recursos do governo federal e de universidades públicas diretamente para os coletivos de mães e familiares de vítimas da violência de Estado, reconhecendo-as como mestras do cuidado. O projeto se estrutura em três pilares: o protagonismo dos coletivos de mães no acolhimento, o suporte de uma equipe técnica transdisciplinar em áreas clínica, jurídica e social vinculada a universidades públicas, e a autonomia administrativa e cogestão democrática da rede.
Assista ao conteúdo na íntegra acessando https://www.youtube.com/live/1synnJcxohI?si=Nupd_ulhtfWklaLP
Mesa Temática 6: Onde está a inclusão e a acessibilidade nas discussões da Psicologia?
A Mesa Temática 6, intitulada “Onde está a inclusão e a acessibilidade nas discussões da Psicologia?”, foi composta de forma integrada por Luciana Dantas Ruiz (CRP 05/32192), psicóloga surda e bilíngue, conselheira vice-presidenta do CRP-RJ e especialista em educação inclusiva e neuropsicologia; Viviane Espírito Santo (CRP 05/37973), psicóloga CODA (filha ouvinte de pais surdos), doutora em psicanálise, pós-doutora em linguística da libras e coordenadora da pós-graduação em Psicologia bilíngue da UNIFESO; e Marwyn Soares (CRP 05/65099), psicólogo clínico e institucional, supervisor em clínica e especialista em Fenomenologia decolonial e clínica ampliada. Marwyn Soares, que atuou na mediação, apresentou seu ensaio intitulado “Analítica fenomenológica decolonial: um gesto para desnaturalizar como um ato ético político”.
Marwyn criticou a exclusão histórica da subjetividade da pessoa com deficiência na Psicologia acadêmica e defendeu a urgência de uma clínica ampliada, anti-capacitista e decolonial que alcance os interiores do estado, como a cidade de Campos dos Goytacazes. Ele provocou os profissionais a repensarem as barreiras invisíveis do set clínico clássico e a investigarem como as políticas públicas atendem pessoas com deficiência que vivem em situação de extrema vulnerabilidade, como as populações ribeirinhas, quilombolas e pessoas em situação de rua.
Luciana Dantas Ruiz abordou as ações do Grupo de Trabalho de Acessibilidade do CRP-RJ, ressaltando que a acessibilidade é um direito humano e deve abranger as dimensões física, comunicacional, tecnológica e atitudinal. Ela argumentou que a verdadeira inclusão exige a articulação simultânea de acessibilidade, pertencimento e participação. Compartilhando sua experiência pessoal como psicóloga surda que só pôde aprender a língua de sinais aos trinta e três anos, Luciana revelou que existem atualmente apenas trinta e sete psicólogas surdas na ativa no Brasil, além de noventa e oito profissionais ouvintes bilingues. Ela apontou que a acessibilidade atitudinal e a comunicacional continuam sendo as maiores barreiras para a garantia de um atendimento ético.
Viviane Espírito Santo explicou que Libras foi sua primeira língua de comunicação por ter nascido em um lar com pais surdos. Ela diferenciou a perspectiva biomédica da surdez, focada na perda auditiva e em tentativas de conserto clínico, da perspectiva sociocultural baseada na surdidade, termo cunhado por Paddy Ladd que reconhece o direito linguístico, cultural e subjetivo das pessoas surdas. Viviane trouxe dados indicando que há apenas duzentos e cinquenta professores especializados em língua de sinais no país, e que somente 12% dos educadores especiais possuem esse conhecimento, o que acarreta altos índices de sofrimento mental e suicídio entre surdos devido às barreiras de comunicação familiar. Ela teceu críticas fundamentadas à resolução do CFP de 2025 que recomenda a inclusão de intérpretes no set terapêutico, defendendo que a presença de uma terceira pessoa quebra a confidencialidade e a transferência clínica. Como alternativa para assegurar o atendimento ético e direto, Viviane apresentou a criação da pós-graduação em Psicologia Bilíngue da UNIFESO, um curso híbrido e pioneiro composto em 80% por docentes surdos de nível de mestrado e doutorado.
Assista ao conteúdo na íntegra acessando https://www.youtube.com/live/mCHFshoAgIQ?si=GPeTLHmbj42XqrrC
Ancestralidade e Cultura: A Apresentação do Grupo Indígena Família Muká Mukaú
Somando-se às reflexões teóricas e práticas construídas ao longo do dia, o evento abrigou a participação cultural do coletivo indígena Família Muká Mukaú, composto por integrantes do povo Pataxó. A apresentação, realizada no pátido próximo ao auditório do segundo andar do campus, trouxe a força da ancestralidade originária por meio de rituais sagrados, cantos tradicionais e compartilhamento de saberes, proporcionando um momento marcante de conexão e valorização da memória indígena dentro das discussões sobre subjetividade e cuidado coletivo. A riqueza dessa manifestação cultural evidenciou a potência da circularidade proposta pelo evento, que seguiu sua programação com a realização de outras atividades acadêmicas, rodas de conversa e apresentações de trabalhos científicos que se estenderam ao longo da Mostra.
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